Jornalista • Artista visual • Administradora

Sou jornalista, artista visual e administradora. Produzo conteúdo sobre games e cultura pop, desenvolvo projetos autorais em livros e quadrinhos e atuo nas áreas de comunicação, mídia e audiovisual.

Foto de Gisele Henriques

"Entre a gestão, a arte, o jornalismo e o universo gamer. É aqui que minhas ideias ganham vida."

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O que faço

Câmera e bloco de anotações

Jornalismo e conteúdo

Produção de conteúdo sobre games, cultura pop, reportagens, entrevistas, podcasts, televisão e produção editorial.

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Arte e quadrinhos

Criadora de personagens de quadrinhos, com atuação em ilustração, livros, histórias em quadrinhos e projetos autorais.

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Comunicação e projetos

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Gato Coió

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Porão dos Nerds

Podcast sobre cultura pop, games e entretenimento, com conversas descontraídas sobre o universo nerd.

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Como foi o Amazônia Comicon 2018


A forte chuva em Belém não impediu o público de comparecer aos três dias de programação do Amazônia Comicon, evento voltado para o público de quadrinhos, mas com espaço para todas as tribos da cultura pop: nerds e gamers de todas as idades puderam participar de diversas atividades durante os dias 27 a 29 de abril, no Ginásio Maestro Altino Pimenta:

Como foi o NerdFest Tucuruí 2017


O NerdFest agitou o final e encerrou com show de rock (foto: Facebook)

Durante os dias 28 e 29 de outubro, foi realizado no Clube CRT em Tucuruí, a primeira edição do NerdFest, evento voltado para o público nerd e geek da região sudeste do Pará. Pessoas de todas as idades puderam se divertir a vontade com um final de semana repleto de atividades culturais e educativas em um espaço seguro e saudável, além de trocar ideias sobre seus personagens preferidos e adquirir produtos diferenciados

Just Dancers da Região Norte ganham visibilidade mundial

Com direito a comunidades e grupos voltados para o público do Norte, além de jogadores reconhecidos internacionalmente, o jogo Just Dance, simulador de dança desenvolvido pela empresa franco-canadense Ubisoft, possui cada vez mais adeptos entre os usuários de jogos eletrônicos da região, principalmente na capital do Pará, Belém.  Devido a grande aprovação entre os fãs, foi realizada uma seletiva local para o campeonato nacional, no Shopping Bosque Grão-Pará, durante os meses de agosto e setembro. O auge da conquista e objetivo de todos os jogadores competitivos é a premiação mundial, que acontece anualmente na França.

Gato Coió agora em capas de cadernos, agendas e sketchbooks


 

Como parte das comemorações dos 20 anos de existência do Gato Coió, personagem de tiras criado por Gisele Henriques, que também é autora do Pop Notícias, foram disponibilizados três modelos de capas de agendas, cadernos e sketchbooks, com as imagens dos gatos mais famosos da turma: Coió, Lalá, Lelek, Trolinho, Branca e Preto. Nas ilustrações, a inspiração foi um clima de cor e diversão, em cores que podem ser usadas por pessoas de todos os gêneros e gostos, mas visando os fãs de gatos. Uma terceira capa, em tons de azul com detalhes de "patinhas de gato", tem o desenho da icônica "tira número um" (que foi a primeira publicação do personagem). 

Festas Juninas são tema de exposição virtual do site HQMIX



 O tema central eram as festas juninas, mas os cartuns mostraram como plano de fundo o assunto principal no país: a política. A exposição mensal do site do troféu HQ Mix estreou em 26/06 o "HÁ! HÁ! HÁ! Hárraiá do Humor", com a participação de conhecidos cartunistas. Acesse a exposição neste link.

Gato Coió chega ao Aplicativo Moah! para iOS e Android


Um novo aplicativo, disponível para dispositivos iOS e Android, garante a diversão cultural através da distribuição de quadrinhos nacionais em publicações digitais: O Moah!, possui como objetivo "levar o hábito de leitura de HQs para os brasileiros, divulgando os profissionais locais que não possuem um espaço em grande meios para divulgação do seu trabalho".  

Exposição do site HQ Mix reúne cartunistas em "bloco de Carnaval virtual"



 Com a proposta de ser um "bloco virtual" e garantir a diversão dos fãs de cartuns, o site do troféu HQ Mix estreou hoje (22/02) a exposição "Bloco dos Cartunistas - Deu Moleza eu Traço", que pode ser acessada através deste link. Tendo como tema principal o Carnaval, os trabalhos publicados abordam também críticas sociais, temas atuais e sátiras à folia de momo.

Exposição em Campinas homenageia autores e personagens do Quadrinho Nacional


Em comemoração ao Dia do Quadrinho Nacional (30 de janeiro), a Pandora Escola de Artes, localizada em Campinas - SP, convidou diversos artistas para participarem de uma exposição homenageando o quadrinho brasileiro, com ênfase na produção nacional independente. A Exposição Colaborativa do Quadrinho Nacional tem início dia 27/01, à partir das 19h30min, no Espaço Cultural da escola.

Entrevista: Ota Assunção explica "sua morte" em nova série de tirinhas


Uma nova série de tiras produzidas pelo desenhista Ota Assunção tem chamado a atenção nas redes sociais, com grande número de curtidas e compartilhamentos: trata-se de uma sequência de fatos ocorridos após a apresentação de uma nova personagem, a Garota Bipolar (ou Bibi Polar), que passa a fazer parte da turma de personagens como namorada do protagonista.

Porém, em uma relação conturbada, Ota experimenta uma aventura nada agradável: fica entre a vida e a morte, após um acidente doméstico causado pela briguenta e apaixonada Bibi. 

Abaixo, confira uma entrevista com Ota Assunção, que comenta seu mais recente trabalho em quadrinhos

Como a série Ota Adventures é uma espécie de autobiografia, perguntamos ao autor se a Garota Bipolar também é baseada em uma pessoa real, no que respondeu: Sim claro.. Essa personagem é inspirada em mais de uma garota... mas não posso dizer quem são... (risos).

A trama chega a um ápice após Ota tentar de todas as formas uma convivência pacífica com a Garota Bipolar, que faz jus ao nome. Durante um de seus "surtos", a moça atira um vaso na cabeça do pobre rapaz, que desmaia, dando início a um tour pelo mundo espiritual, sendo levado pela própria Morte. 

O tema é um tanto polêmico, devido ao fato de que uma parcela de pessoas não crê na pluralidade das existências. Ota comenta: Eu não acredito que a vida acaba quando a gente morre. Mas ao mesmo tempo não sei dizer o que existe do outro lado. Porque acho que é algo além da compreensão que podemos ter nessa forma limitada me que estamos. Por essa razão todas as religiões explicam de um jeito. Acho que não tem como alguém que está do lado de cá possa entender o que seja o lado de lá. Mas também não acho que "estou brincando com o tema". Estou só misturando lendas como a do Caronte da Barca dos Mortos etc...
Sobre as influências variadas, Ota comenta: Eu me interesso muito por isso, lendas... As lendas são explicações que os humanos de várias épocas deram pra esses mistérios e foram se propagando. Todas as mitologias são muito ricas e eu sou expert nesse tipo de pesquisa. Mas isso não influencia diretamente o meu trabalho, que é baseado na sátira do mundo de cá. Claro que gostaria de produzir quadrinhos sobre mitologia, principalmente Indiana. São histórias muito bonitas. Obviamente não seria pra eu desenhar, só escrever e mesmo o texto seria com um enfoque completamente diferente do das tiras humorísticas. Gostaria de fazer também uma mega-série das 1001 Noites mas não tem dinheiro pra isso...


Atualmente as tirinhas são um fenômeno de acessos do Facebook, com mais de 8.000 curtidas em uma das fan pages. Sobre os rumos da história de Ota e a Garota Bipolar, o desenhista afirma: "Estou fazendo essas tiras na base de uma por dia e o objetivo é reunir tudo num livro só com essa saga da Garota Bipolar, que vai ter umas 200 tiras. Creio que leva mais uns três a quatro meses para eu completar a série. Que já está toda mais ou menos planejada. Embora algumas tiras vão surgindo fora de ordem (como essas da fase morte que estão saindo). Já tem outras que vão sair mais adiante e já estão boladas.... eu vou fazendo rascunhos em pedaços de papel em botecos e onde estiver. Tem um fio condutor e estou escrevendo tudo aos poucos. Repare que já rolaram umas 80 tiras e não tem nem 24 horas que eles se conheceram. Eles vão passar a segunda noite juntos quando acabar essa sequência mortuária. A história mostra o relacionamento deles, que em "tempo real" deve durar menos de uma semana. E vai ter participações especiais de vários personagens antigos meus, como a Branca (ex-Preta do Leite) e as meninas da Termas 69 (Maria Peituda, etc). Que em algum momento vão interagir. E estou negociando com o Lucio Oliveira uma ponta com os personagens da tira Edibar mais pro fim da saga. Ainda vai acontecer muita coisa! A série estava planejada para 160 tiras mas já estou vendo que deve ter umas 200". 

Carranca Games prepara lançamento de Kaiju : Infestation



Após o início da distribuição e vendas de Chicken Norris, o Frango Atirador, a Carranca Games, empresa de desenvolvimento de jogos para telefone celular, apostou em um novo projeto: um jogo realista de batalha contra monstros gigantes, como aqueles que invadiam o Japão nos seriados como Godzilla e Jaspion: nasceu assim Kaiju Infestation, criado através de modelagem 3D, usando o software ZBrush.

O processo de criação foi mostrado em uma palestra, com transmissão via web, no último dia 26/06, onde o idealizador do jogo, Raul Tabajara, exemplificou a produção através do software, desde a concepção, modelagem, texturização, retopologia e a exportação final para a engine do jogo. 

Raul explicou o conceito: "O grande Kaiju botou vários ovos, que eclodiram e estão indo pra costa. Então esse Kaiju aí da imagem é só um "filhotinho"... Como vc pode ver na pele dele, ele nem criou a carapaça... está na pele. Mas, perai, Kaijuzinhos tem 20 metros!!" 

Como deu pra perceber, se trata de monstros GIGANTES mesmo!! Raul também explica: "Esse jogo será bem realista, vamos explorar bastante os recursos gráficos dos aparelhos mobile... para quem não gostou que o gráfico do jogo anterior era "muito fofinho e pra criança" esse vai ser bem "animal e com uma pegada mais gamer"

Ele também justifica os motivos pela escolha do ZBrush: Preferi fazer tudo em ultra-poly pra ter bastante detalhes ao transportar pra textura... fora isso trabalhamos com normal map, então a plataforma zbrush pra criação do modelo pareceu a mais viável.

A trilha sonora, envolvente, foi criada com a intenção de ser um estímulo a mais para o jogador, e já pode ser acessada no SoundCloud.  

Segundo informações, este será um jogo de sobrevivência e o principal estágio será aguentar 7 minutos sem morrer. Mas o grande desafio mesmo parece ser aguentar a curiosidade até o lançamento da versão para Android, que acontecerá no YOUPIX Festival, de 17 a 19 de julho em São Paulo - SP, onde será montado um mapa de Realidade Aumentada de 1x1 metro, e disponibilizados tablets de 10.1 para o teste do jogo. Inscrições podem ser feitas neste link. A previsão de lançamento da versão para iOS é em agosto. 

Para quem quiser assistir o Making of de Kaiju Infestation, o vídeo foi disponibilizado no YouTube:


Ficha Técnica - Jogo: Kaiju Infestation

Plataforma: Mobile (Android)
Lançamento: 17 de julho de 2014
Local: YOUPIX Festival (2o. andar da Bienal do Parque Ibirapuera em São Paulo - SP)
Entrada franca

Fui lá - Guns n´Roses em Curitiba - PR

Apesar da semana de clima bom em Curitiba, justamente no domingo a chuva resolveu aparecer, durante a tarde e a noite, na hora do show. Nada que pudesse abalar o ânimo das mais de 16.000 pessoas que compareceram para assistir de perto Axl e cia. O portões do Estádio Durival Brito abriram um pouquinho antes da hora prevista, e não houveram dificuldades de acesso para o público. Apenas um pouco de falta de informação sobre as filas para os acessos diferenciados (Jungle Zone, Paradise, Pista e Arquibancada). Mas nada que realmente atrapalhasse a festa. 
 
Um pequeno "silêncio" até o início da apresentação da banda que abriu o show (deveriam ter contratado um DJ), e eis que Motorocker sobe ao palco: com bastante energia fizeram uma excelente apresentação, priorizando as composições próprias, que o público local parecia conhecer de cor (o grupo é curitibano).
Cinco minutinhos de atraso (pois a equipe técnica estava preparando o palco) e, diante de nossos olhos estarrecidos, surge Axl e a banda detonando bem ali na nossa frente. O público surtou. 
 

A apresentação se deu na sequência abaixo. Algumas músicas foram dignas de notas especiais, conforme explicação:

Chinese Democracy - A boa impresão se deu meio que no impacto pelo início do show (afinal, não é todo dia que você vê Axl Rose bem na tua frente); teve como momento marcante o show pirotécnico. Movimentos lentos de Axl, sem a energia da juventude que o tornou conhecido. A música já virou marca registrada do início dos shows, e é um excelente "levanta galera". 

Welcome To The Jungle -Sucesso das antigas, uma das músicas preferidas da maioria dos fãs. O côro do público cantando junto foi tão impresionante quanto a desenvoltura da banda em executá-la. Axl ainda comportado, sem direito a muitas dancinhas "shananana knesss kness". Mas arriscou o rebolado característico. Foi mais empático com a platéia. 

It's So Easy - Pra mim, foi uma das muitas grandes surpresas da noite. Perfeitamente executada, It´s so Easy provou que é um grande hit entre os fãs. Axl já arriscava se soltar mais, fazendo seus gestos sexuais costumeiros e chutinhos no ar. Meio duro, mas cheio de graça. A banda também estava demonstrando integração entre os componentes.

Mr. Brownstone - Outro clássico da formação original do Guns, perfeitamente executado. Axl e a banda mandaram muito bem. O público acompanhou cantando junto, e até o momento, tudo correndo muito bem. A responsabilidade nas músicas do início da história da banda é muito maior, e o Guns deu conta do recado, mandando ver uma versão sem nenhum erro, idêntica a da gravação original. Rocks!

Better - Pessoalmente, uma de minhas músicas preferidas do album Chinese Democracy. A banda detonou, muito perfeita, Axl se superou nos vocais, dançou um pouco, mas sem muita correria clássica dos anos 80. O público ficou boquiaberto. Bumblefoot brilhou na guitarra. Particularmente, acho Better até melhor que algumas músicas dos discos antigos. E ao vivo ela fica ótima. Letras chinesas "caindo" no telão e os fogos causaram lágrimas de emoção. Coisa de fã.

Estranged - Momento de angústia. Aparentemente, a música tinha começado normal (fiquei um tanto apreensiva por ela ser considerada durante muito tempo uma das que o Guns não tocava em palco). E eis que o impensável até aquele momento aconteceu: simplesmente Axl parou, travou, não seguiu com a letra, após a frase "old at heart" ... (dita quase como um pensamento em voz alta, o que ficou meio irônico) tentou continuar, andou um pouco no palco reclamando com a banda e disse:
"I don´t what is happening here. I´m confuse". Alguma pequena negociação, uns minutos de silêncio (um cara atrás de mim gritou: CANTA, FILHADAPUTA!! o que deixou o momento ainda mais #tenso e trocaram de música, mandando "Rocket Queen". O_O!! #porraAxlporrabanda Que susto, aê!!
 
Rocket Queen - Começou com uma longa intro, a banda mandando ver e segurando a onda da treta em "Estranged". Axl deu um perdido do palco e voltou, todo faceiro no passinho, para entoar o vocal agressivo que a música merece, talvez querendo provar que sabe as letras e que não foi falha no seu desempenho o "apagão" da música anterior. Para "reconquistar nossa confiança", abusou do rebolado e da "cara de que não aconteceu nada demais". 

Nice Boys - A banda colocou mais energia na apresentação. Axl dançou com o pedestal do microfone nas mãos, como nos velhos tempos. A banda parecia mais integrada, com os integrantes conversando entre si. O ritmo pesado e rápido nos fez esquecer completamente o apagão em Estranged, e o show ficou até mais intenso, a partir de então.

Estranged (tentativa 2) - Apenas a duas músicas depois do apagão, com a platéia totalmente aquecida e o show em ritmo acelerado, o Guns engatou a segunda tentativa de tocar a gigante Estranged. E desta vez, conseguiram uma versão incrível, perfeita e muito intensa. Axl fez bastante contato visual com a platéia, que cantou alto e forte a letra. Foi emocionante e inesquecível, tornando a música mais especial. 

Uma pausa de Axl e Richard Fortus executa seu solo, no deixando ansiosos pelo que estaria por vir. 

Live And Let Die - Com efeitos pirotécnicos e muita emoção, a essa altura ninguém mais pensava na chuvinha que volta e meia voltava a cair. De certa forma até torcíamos pra continuar caindo uma água!!

Outro momento #tenso, foi quando Axl expulsou um rapaz do show; ele estava com um cartaz escrito "onde está Izzy, Duff, Steven e Slash?". Os seguranças foram acionados.  
 
Além destes sucessos, a banda executou, com a maestria de sempre: Tommy Stinson Solo, Dizzy Solo, Catcher In The Rye, You Could Be Mine, Dj Ashba Solo, Sweet Child O' Mine, Jam, November Rain, Abnormal (Bumblefoot cantando), Don't Cry (Axl sem o chapéu), Civil War, Axl tirando água do palco com um rodo, Knockin' On Heaven's Door,  Nightrain, Patience, The Seeker (cover do The Who), Jam, finalizando com a clássica Paradise City e uma chuva de papel picado, que é marca registrada dos encerramentos de shows da banda. 

Avaliação final: Assistir Guns n´Roses ao vivo valeu cada centavo e significou uma zerada de vida.