sábado, 2 de janeiro de 2016

Video com versão cadeirante de Mario alerta para a acessibilidade

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No video intitulado Not So Super Mario (ou Não Tão Super Mário, em português), com ambientação na primeira aventura para Nintendo 8 bits, o conhecido personagem é hospitalizado após uma violenta queda, logo no início da primeira fase do jogo. Ele retorna em uma cadeira de rodas, o que impossibilitaria o desenrolar da ação, se não fosse por uma intervenção de Luigi. 


A partir de então, a fase se desenvolve com estruturas de acessibilidade que o permitem rodar livremente com a cadeira: rampas, elevadores e alguns auxiliares, como um power up que lhe permite andar de muletas e até enfrentar alguns inimigos. O final não é muito favorável para o herói, mas deixa uma mensagem: "Permita acesso para todos. Agora". 

O video foi criado pelos desenvolvedores israelenses Liron Atia, Roi Meyshar, Gadi Wilcherski, que em entrevista ao site The Inquisitr, afirmaram que um deles tornou-se cadeirante há pouco tempo, inspirando o grupo a pensar em uma versão engajada do game. A receptividade foi grande, sendo rapidamente compartilhado através de redes sociais, como a instituição argentina Americas Paralympic Committee, que comentou na postagem: "Excelente vídeo para conscientizar e educar a população de uma maneira muito divertida"!

Cadeirante comenta possibilidades para jogos e acessórios 


João Vitor dos Santos tem 34 anos e é cadeirante. Ele joga videogames desde os 13 anos e acredita que o debate é importante. Mas alerta que a acessibilidade tem que começar pelos próprios games: "skate, capoeira, futebol... eu não posso praticar fisicamente, então fujo pros games: jogo Tony Hawks, Ping-Pong no Wii Sports. Mas quando foi lançado o Kinect, lembro das notícias de que ele não funciona se estiver sentado. Nem sei se ficou nisso, parei de me informar sobre o assunto, mas como foi divulgado antes do lançamento, perdi o interesse. Achei estúpido, afastar todo um nicho de clientes compradores em potencial... e veja, eu gosto de jogar ping-pong, só não posso ficar em pé". Quando foi lançado, o Xbox 360 não possuía suporte para jogar sentado com o Kinect, o que foi alterado posteriormente para a possibilidade de apenas controlar o menu. O assunto foi tratado pela midia como "preguiça dos jogadores em ficar de pé". João Vitor alerta também sobre outras empresas, como a  Nintendo, que lança muitos acessórios, mas com poucos jogos disponíveis: "Motion/Wiimote Plus q só serve em 3 jogos; Balance Board só em um (a grana que não precisei gastar); Tenho Circle Pad Plus do 3DS que só serve em quatro ou cinco jogos".
  
A representatividade através de personagens não está presente em jogos quando se trata de cadeirantes. João fala de um de seus sonhos: "Eu amo fighting games 2D, como King of Fighters, Street Fighter e adoraria que fizessem um personagem cadeirante, imagina os golpes loucos que teria!!" A falta de mobilidade das pernas seria compensada com velocidade nas rodas e força ao atirar o objeto. Uma boa sugestão para os desenvolvedores.   

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