terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Seriado de TV do Batman completa 50 anos. Internautas comentam.

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Quem nunca deu uma risada ao lembrar do seriado de TV de Batman lançado nos anos 60? As cenas icônicas que mais pareciam uma adaptação direta dos quadrinhos marcaram a infância de muitos (e marcam até hoje através de reprises e videos na Internet), criando uma imagem bem diferente do sombrio e solitário cavaleiro das trevas que os fãs das HQs são acostumados a ler. Alguns internautas relembraram momentos inesquecíveis da série, e sua significação. Santas memórias, Batman!!

Roteirista vê a série histórica como ícone da pop art  


Sylvio Gonçalves é roteirista de cinema e considera a série "a primeira que se tornou fã na vida". Ele fez uma análise, com base em algumas pesquisas sobre o assunto: BATMAN estreou em 12 de janeiro de 1966 na TV americana, ou seja, há exatos 50 anos. Combinava referências literais às HQs de Bob Kane dos anos 1930/40 com o que havia de mais moderno na cultura: a pop art deflagrada por artistas como Andy Warhol nos anos 1960. Era colorido, era autoparódia, era ridículo e era genial. Desde o episódio piloto, os astros Adam West e Burt Ward, o produtor William Dozier, o roteirista Lorenzo Semple Jr. e o diretor Robert Butler compreenderam que o material que tinham em mãos funcionaria melhor no estilo exagerado que passou a ser conhecido como "camp". A série foi a primeira apresentação de muita gente da minha geração aos heróis dos quadrinhos, e a forte identificação do público infantil acabou gerando um interessantíssimo efeito colateral nas HQs do personagem. Para fugir aos estereótipos da série, as HQs foram ficando cada vez mais adultas, começando com o Batman detetivesco de Dennis O’Neil e Neal Adams até a explosão de violência estilizada de Frank Miller. Afora sua importância histórica, BATMAN, a série, continua atual, para aqueles que conseguem ver o personagem com um olhar bem-humorado e otimista.

Jornalista de Games analisa o seriado e DLC do novo jogo


Manoel Siqueira escreve para o site GameBlast, e acompanhou o seriado em uma de suas muitas reprises. Ele tem boas recordações: "Para quem nasceu nos anos 80, como eu, é impossível não lembrar do Batman dos anos 60, que passava no SBT. Além de ser estrelado por Adam West, havia muitas cenas inusitadas como o Bat-Spray contra tubarões e danças típicas da época envolvendo Batman, Robin e a Bat-Girl ". Ao fazer uma análise do jogo mais recente do personagem, ele teve a oportunidade de jogar com uma DLC do uniforme e Batmóvel característicos da série, mas constatou que o carro é um tanto chamativo para o herói vigilante que age nas sombras: "O grande destaque de Arkham Knight, o último game da trilogia Arkham, é a possibilidade de dirigir o batmóvel, que é uma exclusividade deste título. O Batmóvel, no entanto, não agradou a todos os fãs da série, alguns ainda preferem um Batman sorrateiro e discreto, que prefere trabalhar ofuscado pela escuridão da noite." A análise completa do jogo pode ser lida neste link.

Nos games, mesmo com a roupa antiga, Batman parece mais intimidador do que engraçado!

Tia do Batman ainda instiga fãs de Feira da Fruta


O também jornalista Flávio Augusto Priori afirma que sua única recordação da série não é exatamente um episódio, mas uma adaptação brasileira: o curta metragem "Feira da Fruta", que através de truques de dublagem criou uma história paralela para os personagens: O maior interesse de Coringa não seria nenhuma fortuna de Gothan, e sim "comer a tia do Batman". A versão criada pelos então adolescentes Fernando Dutra Pettinati e Antônio Carlos Camano foi editada em VHS em 1981 e eternizou a música de Odair Cabeça de Poeta e Grupo Capote. Foi lançado até um livro contando a história do que é considerado o primeiro video viral da Internet brasileira. Mas afinal, como seria a tia do Batman?

Produtos e bonecos para colecionadores atestam popularidade 


Ivan Freitas da Costa é um dos maiores colecionadores de Batman do país. Com coleções completas, o acervo tem estátuas de diversas fases do herói, tendo em comum os tons de cinza, o preto e o branco, tão diferente do colorido psicodélico da série. Ele comentou através de seu perfil no Facebook: "a série apresentava cores saturadas, cenas de ação repletas de onomatopéias que explodiam na tela e um tom de comédia camp. Expressões como “Santa..., Batman!”, “Bat-horário” e “Bat-local” são reconhecidas pelas pessoas até hoje, bem como o modelo de batmóvel apresentado na série. A enorme popularidade da série fez com que a marca Batman fosse levada a uma infinidade de produtos, abrindo novos canais de faturamento e estabelecendo um modelo que seria repetido nas encarnações seguintes do personagem tanto na TV quanto no cinema. O sucesso de “Batman” também contribuiu para aumentar as vendas das revistas em quadrinhos com o Homem-Morcego, inclusive salvando várias delas do risco de cancelamento. A série “Batman” definiu o personagem durante muitos anos inclusive nos quadrinhos, onde sua versão mais sombria só seria resgatada na década seguinte (...) Um clássico da cultura pop e um dos principais marcos na história do Homem-Morcego".

Detalhe do acervo pessoal de Ivan Freitas da Costa

São incontáveis as referências, histórias e lembranças do seriado. Porém na memória de cada fã há registrado um momento especial na frente da tela, o que comprova a versatilidade do Homem Morcego: seja em sua versão tradicional sombria ou mais psicodélica, Batman tem um importante legado para a cultura pop. 

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