segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Roteirista Reginaldo Nakamura comenta títulos de quadrinhos do Social Comics

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Criador de Maxine, história de ação com protagonista feminina, Reginaldo Nakamura é um roteirista e ilustrador, ávido consumidor de publicações nacionais. Assinante da plataforma Social Comics, que funciona como streaming de quadrinhos, ele tem feito análises de alguns títulos brasileiros disponibilizados no aplicativo, publicando através de suas redes sociais. Fica a dica para quem é assinante ou pretende ser: Existem excelentes trabalhos a serem admirados. Além das capas, também publicamos o link direto para a obra. Divirta-se! 


Cinco títulos altamente recomendáveis

"Cassandra & The Flaming Puppies", o álbum de estreia da artista paranaense Amanda Barros conta, de modo muito criativo e bem humorado, as aventuras de Cassandra, uma menina de 13 anos, que com a morte do avô, se tornou a empresária de uma banda de rock para lá de estranha. Para essa tarefa, a autora apresenta nessa edição fotos e artigos de jornais/revistas fictícios sobre a banda que somados às tiras dos personagens compõem um background bem legal para a história. As páginas internas totalmente impressas em rosa, completam o toque diferenciado que destaca esse trabalho.





"3000 Anos Depois" ,álbum de ficção-científica de primeira, do Deodato Borges e Deodato Filho (mais conhecido como Mike Deodato) que eu li pela primeira vez, há décadas, pela Press editorial. Curiosamente, ao reler essa história pude notar que as artes do Deodato em seus trabalhos mais atuais, em que ele está mandando muito bem nos desenhos, como a série "Pecado Original" da Marvel, lembram muito o estilo da fase brasileira. Esse detalhe é um bom argumento para entrar em contato com esse trabalho que desde a CCXP 2015, está disponível na plataforma Social Comics.




"Os Poucos e Amaldiçoados" do Felipe Cagno e Fabiano Neves. Western sobrenatural, que deve agradar até mesmo os leitores que não são muito fãs do gênero. Assim como em "3,2,1 Fast Comics", as reviravoltas na história são uma marca dessa série. Feita sob medida para aqueles que se queixam da produção de quadrinhos brasileira não ter a mesma "pegada" dos comics norte-americanos. Quem ler esse primeiro número, assim como eu, vai ficar na torcida para que o segundo número chegue logo.





"Pétalas #1" Esse quadrinho eu adquiri a versão impressa, em banca de jornal, mas é também uma grande pedida para se ler no Social Comics. Como a outra obra que postei faz alguns instantes, segue a linha dos quadrinhos singelos, sem o uso de palavras. Pelo que tenho acompanhado, até então, é um dos maiores sucessos de visualizações no Social Comics.






Christine - Rafael Sanzio não é uma obra fácil de ler. O Rafael é um dos caras que melhor consegue reproduzir a narrativa do Guido Crepax. Quando falo isso não estou me referindo a diagramação fragmentada da página que é o que muita gente inspirada pelo Crepax costuma fazer. Esse seria o caminho mais óbvio. O Rafael pega a narrativa do Crepax pela essência, pelas coisas que ela quer dizer, utilizando as mesmas ferramentas estéticas (estética aqui no sentido original da palavra que se refere às experiências do sentir) do estranhamento e do desconforto, em tons até mais pesados do que o autor de Valentina costumava usar. Christine não é uma história "bonitinha", "divertida" ou "cheia de adrenalina" e se é isso que você pretende ver, passe longe, essa história não foi feita para você. Agora, se você consegue compreender que como arte os quadrinhos podem explorar estéticas outras, vale a pena conferir.

Bônus: Reginaldo analisa Gato Coió, de Gisele Henriques 



Acabei de ler a coletânea de tiras do Gato Coió da Gisele Henriques e gostei do que vi. O trabalho da Gisele é composto de tiras simples, sem grandes pretensões, mas que funcionam e o ponto alto é o próprio personagem principal: um gato roxo, metido a conquistador (como todos gatos devem ser), viciado em games. É um personagem promissor, espero que a autora continue investindo nele, aperfeiçoando as suas histórias cada vez mais. Curti.




Maxine, a musa brasileira 


Maxine é uma garota que acorda desmemoriada em meio a uma área deserta, com um único pertence, uma mochila com um uniforme que amplia suas habilidades... um mistério! A nova “heroína” decide licenciar sua imagem para uma editora de quadrinhos e após muito sucesso, para resolver um problema com um admirador seu, o super soldado Capitão Testosterona, veste seu uniforme e  a partir dai... MAXINE!

Em "Imagem Pública", Maxine no auge de sua fama como super-heróina, recebe uma delicada proposta de uma publicação voltada para o público masculino, e precisa lidar com situações constrangedoras e incomuns.

A história "Imagem Pública" criada por Reginaldo Nakamura também está disponível no Social Comics, e ele possui uma grande trajetória no quadrinho nacional. Vale a pena conhecer!!

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