quinta-feira, 28 de maio de 2015

Conheça Rafael Prista, músico e dublador de The Witcher Wild Hunt

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A nova versão de The Witcher cativou os fãs da série, pelas imagens perfeitas, jogabilidade desafiadora e trama envolvente. A dublagem do jogo até o momento só é alvo de elogios e é considerada um dos pontos mais positivos do game. Parte desse sucesso se deve a escolha dos dubladores, que ao contrário das adaptações mais recentes, fizeram um excelente trabalho, emprestando suas vozes a diversos personagens ao mesmo tempo (fato que muitos jogadores nem perceberam). The Witcher 3 possui centenas de personagens , logo o trabalho exigiu bastante cautela da equipe no momento de cada interpretação, que deveria ser única. 
O experiente músico e dublador Rafael Prista é uma das vozes do jogo. Ele interpretou Corne, Skeling Warrin 01, Nilfgardian Soldier 02 e Eternal Fire Guard, e conversou com The Blog. Ele comenta como foi escolhido para o elenco: "Na realidade, faço dublagem há pouco tempo. Soube através de um amigo que é técnico de som e que trabalhava na Sergio Moreno Filmes (empresa de dublagem de filmes e games no Rio de Janeiro). Já trabalho também como locutor há muitos anos, e fui lá fazer o teste e passei. Isso aconteceu no ano passado, quando eles estavam formando o cast para vários games".

Além de The Witcher, Rafael deu vida ao Atlas Leader/ Gideon em Call of Duty e participou de Legends e Until Dawn. Apesar de estar tão perto do universo gamer, afirma ainda não ter jogado The Witcher: "mas acho o jogo fantástico e pretendo jogar". Atualmente trabalhando com produção de jingles e locuções, Rafael recentemente realizou uma turnê de três meses no Marrocos, e no próximo mês iniciará a dublagem de um novo game. (Confira um video de um de seus momentos no palco). Porém um de seus trabalhos musicais mais interessantes é o CD Rituais, integrante do Projeto Sacra Ânima, em parceria com Pedro de Saint German. Como definido na descrição, "uma viagem astral", com letras com temas místicos. (Clique aqui para ouvir ) 

Com importância cada mais mais enfatizada pela mídia e público gamer, a dublagem atual tem se aprimorado bastante, segundo Rafael Prista: "É bastante profissional e cuidadosa. Cada game tem seu diretor de dublagem e tudo é feito com o acompanhamento da empresa proprietária dos games. As vozes são enviadas para aprovação prévia". Ele aponta as diferenças dos trabalhos convencionais na hora da gravação: "Ao dublar um filme, além do som você vê a imagem do que está dublando, o que facilita. No game, por não ser uma coisa linear como um filme, isso não acontece. Você tem uma sinopse do personagem e dubla ouvindo a voz, sem imagem. Como os games dependendo da ação geram imagens diferentes, não há um “filme”...Você tem que dublar procurando passar a mesma emoção do áudio original. Aí entra a competência dos diretores".

Sobre o caso Pitty vs. fãs de Mortal Kombat X (considerado uma das maiores gafes na dublagem de um game de todos os tempos) Rafael opinou: "Acho que o erro foi de quem chamou ela... pode ser uma boa cantora, mas a dublagem dela não convenceu". 

Abaixo, um comparativo de dublagem com as versões americana e brasileira, do JogaeTV:

(fotos: arquivo de Rafael Prista / Google)

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