sexta-feira, 20 de março de 2015

Bate-Papo com José "Zinerman" Nogueira sobre o mundo dos fanzines

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Antes da invenção da Internet, com suas redes sociais que facilitam a interação e publicação de textos, o meio mais utilizado para a expressão de ideias eram os fanzines, publicações criadas de forma arcaica por editores independentes, com distribuição via Correios ou pessoalmente. José Nogueira é um dos muitos autores que ainda resiste publicando seus trabalhos neste formato, e conversou com The Blog sobre a era antiga e a atual. Ele mesmo se define:
"Sou Fanzineiro, de uma antiga geração, começei nos anos 70, e não parei mais, e venho produzindo até hoje no estilo em que aprendi também chamada de "Old School"; já produzi fanzines digitais na década de 90 em VHS mesmo, e também em K-7, sendo pioneiro nestes formatos digo (ARQUIVO GERAL VIDEOZINE -VHS) e Delirio Aúdio Zine -K-7, hoje estou digitalizando todos esses acervos, para as futuras gerações de Zine-Makers, tenho uma vasta produção em parcerias neste underground a fora, e colaborações mil."

"Os Fanzines de antigamente eram basicamente feitos artesanalmente ou seja a velha formula, tesoura,cola,e muita imaginação em prática, e tinham uma larga produção que iam desde zines de hq´s .poesias,música, etc... atualmente ainda são produzidos mas com outras tecnologias do qual tiram ao meu ver toda a magia da publicação. Na minha opinião, a grande diferença que vejo (entre o meio impresso e digital) é que na internet, você corre o risco de perder tudo de uma hora para outra, enquanto que no papel está tudo ali, arquivado." 

Sobre as dificuldades para a existência dos fanzines de papel nos dias atuais, José explica: "ficou mais caro a postagem de cartas nos Correios, de uns tempos para cá, o que inviabilizou as pequenas tiragens, dando lugar a internet num custo baixo os chamados e-zines, e com isso os fanzines no formato papel ficaram num segundo plano".

"A internet chegou com várias ferramentas que não existiam em décadas passadas, possibilitando de uma forma rápida , atingir um publico muito maior, percebo que está surgindo uma nova geração de fanzineiros aderindo as novas tecnologias , mas ainda acredito que a magia toda ainda estava no papel, em você poder folhear uma publicação,perceber as formas de diagramação,formatos, e etc... hoje ficou tudo mais rápido e pronto, e ao meu ver perde um pouco do encantamento, lembro me que antigamente , tinha que datilografar meus textos ,reduzir,recortar e diagramar, e hoje com um simples "click" está pronto".

Para quem se interessou em conhecer o trabalho de José Nogueira, ele faz questão de deixar o contato postal para o recebimento de correspondências, como à moda antiga: DELIRIO COTIDIANO ZINE - CX. P. 672 CEP 01031-970 São Paulo - SP, mas também divulga os endereços virtuais: o e-mail jn7400@gmail.com , e a fan page no Facebook.  


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