domingo, 1 de março de 2015

50 Tons de Cinza?? Internauta seleciona filmes que realmente falam de relações doentias

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Atualmente em cartaz nos cinemas, Cinquenta Tons de Cinza tem sido assunto para conversas, sátiras e muitas polêmicas: afinal, até onde um filme que mostra um relacionamento doentio com direito a cárcere privado, agressões físicas, submissão feminina e violência psicológica mascarados de sadomasoquismo pode influenciar o público a repetir o comportamento dos protagonistas?
Filmes com relacionamentos afetivos estranhos não são novidade no cinema. E eram até um tanto comuns, nos anos 80/90. Convidamos a desenhista e internauta Asthásia para citar alguns de seus preferidos: 

Encaixotando Helena (1993) - Já que vamos ter de engolir a Maldição dos 50 Tons, eu EXIJO uma refilmagem no capricho e sem cortes de Encaixotando Helena, porque se é pra filmar um relacionamento doentio, que seja um que vá até às últimas consequências. Ele foi polêmico na época, e insuperável em termos de "perturbador" por um bom tempo! Cansada de ficção coxinha, viu? 

Lua de Fel (1992) -  Um sujeito destrói a vida de uma mulher, mas um plot twist vai fazer ele pagar caro por isso, e com consequências sobrando para gente inocente pelo caminho. Considerado um clássico. 

Ciúme, o inferno do amor possessivo (1994) - Para saber mais sobre este filme, vale a pena ler esse link.  É o ciúme da maneira mais extrema que o cinema já mostrou.

Não Amarás (1988) -  Não há força no universo que faça um stalker (perseguidor) ser meigo, e aqui não é exceção. Não sei por que parte do público achou a Amelie Poulain "fofa", não acho que ela seja melhor que o cara deste filme. 


Fome de viver (1983) - Uma metáfora dos relacionamentos desgastantes e destrutivos, a vampira literalmente consome os amantes, e fez desse filme um dos pioneiros do estilo lesbian chic, quando a protagonista troca o companheiro por outra mulher. "Instinto Selvagem" também bebeu desta fonte, quando fez a Sharon Stone se pegar com outra mulher em cenas tórridas na tela.

PS: The Blog não concorda com relacionamentos destrutivos e prega a igualdade de direitos entre homens e mulheres. Mas também acredita na experimentação de toda forma de amor, e na arte como um meio de compreender melhor os meandros da mente humana.

Nossa convidada Astasia é desenhista, editou por muitos anos o fanzine Acid Angels, realiza trabalhos gráficos de maneira independente e jura não ter nenhuma foto sua armazenada no computador, por isso a representamos por esta ilustração. Encontre-a no Twitter.

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