quarta-feira, 23 de julho de 2014

Entrevista: Marcus Vinícius Garret Chiado e seus livros sobre games

Posted by   on

Jogador e ex-colecionador de games desde as primeiras gerações, o paulistano Marcus Vinícius Garret Chiado, conhecido na rede pelo nick Garrettimus, reuniu em duas publicações (1983: O Ano dos Videogames no Brasil e 1984: A Febre dos Videogames Continua), um compêndio de informações sobre os primeiros anos da história dos jogos eletrônicos em nosso país, através de pesquisas em um vasto material. Entrevistamos Marcus, que explicou o processo de criação, entre outras curiosidades. Para saber mais sobre o projeto, é só acessar www.memoriadovideogame.com.br

Como surgiu a ideia de lançar livros falando da "época de ouro" dos games??
A idéia surgiu quando senti a necessidade de pesquisar sobre o assunto e notei a deficiência de literatura acerca do tema. Claro, há as revistas da época e informações em jornais, mas tudo estava muito esparso, espalhado por aí. Resolvi arregaçar as mangas, pesquisar, juntar todo o material e, pela primeira vez, reunir as informações em um só local.

Como foi o processo de pesquisa e levantamento de dados para a obra?
Foi um processo longo e trabalhoso. Juntei todas as revistas da época que eu tinha (Micro & Video, Vídeo News, Video Magia, Micro Sistemas etc.), pesquisei em outras revistas, como a Veja, e acessei todas as edições da Folha Informática (dos anos de 1983 e 1984) do jornal Folha de São Paulo. Além disso, precisei comprar alguns artigos da revista Exame para que conseguisse complementar as informações. Tudo precisou ser embasado com material jornalístico da época, caso contrário, os livros seriam baseados em “achismos”, o que de nada adiantaria.

Qual foi a maior dificuldade que vc encontrou durante a produção dos livros?
A grande dificuldade foi fazer com que alguns entrevistados, isto é, pessoas do meio que estiveram envolvidas com a história analisada, conseguissem se lembrar das coisas – especialmente se recordar de dados numéricos, tais como quantidades produzidas, valores, datas etc. Como faz muito tempo, as pessoas não se lembravam de muitas coisas. Uma pena.

Qual o retorno que vc teve até agora com a publicação ? 
O retorno foi muito bom, já vendi mais de 1.000 unidades se levados em conta ambos os livros. Considero uma quantia bem boa para uma obra independente (não lancei via editora, fiz em esquema de edição por demanda). Os fãs costumam adorar os livros, eles sempre escrevem para mim elogiando muito o material. Sinto-me muito feliz por ter podido colaborar com a história dos games em nosso país. Como dizem os jornalistas, o Brasil “é um país sem memória”.

Fale um pouco do seu perfil como jogador: coleções, games preferidos...
Bem, eu tendo a gostar mais dos microcomputadores clássicos, tais como o ZX Spectrum e o Commodore 64. Esses micros, na época, tinham jogos mais elaborados que os consoles, e todo o moleque desejava ter um. O console que mais desejei ter na infância foi o ColecoVision, mas era muito caro, fora de questão. Posso dizer que meu console favorito, até por questões nostálgicas, é o Atari mesmo. Meu jogo favorito do Atari, aliás, é o River Raid da Activision.

Nenhum comentário:
Escreva comentários

O que você tem a dizer sobre isso??

Estamos no Twitter, é só seguir - http://twitter.com
Receba nossa Newsletter