segunda-feira, 30 de junho de 2014

Assisti - Godzilla 3D

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Foi em uma tarde, no meio de semana, acho q a última de exibição em Belém, quando assisti Godzilla; o novo X-Men já estava em cartaz na maioria das salas da Cidade, então, acreditava que os fãs de quadrinhos iriam preferir os mutantes e eu encontraria um pequeno-porém-fiel público na fila; talvez apreciadores de histórias de ficção e monstros gigantes, assim como eu.
Ao procurar meu lugar na sala de exibição, qual foi meu espanto ao perceber que lá estavam apenas eu, um senhor acompanhado de uma criança (talvez um neto) e mais um solitário rapaz (ou seja, não havia público!!). Imediatamente pensei que ou os cinéfilos belenenes não fossem familiarizados com o monstro gigante japonês (do tipo conhecido como kaiju em seu país de origem), ou os mutantes da Marvel tivessem desviado toda a atenção dos fãs. Claro, que outras hipóteses perpassaram a minha mente, como o fato de ser um meio de semana, fim de temporada do filme, eram para mim as mais possíveis. Apenas uma eu me negava a acreditar: a de que era um filme ruim. 
A primeira hora se seguiu com a apresentação dos personagens humanos. Nada de novo, sem muita carga dramática, nem ação ininterrupta. Porém, tudo mudou com a aparição do monstro, que fêz bonito: o gigante e carismático Godzilla, teve um curto tempo em tela em comparação ao núcleo dos humanos, que praticamente dominaram o filme, a ponto de o garotinho acima citado ter dito de forma tristonha ao seu acompanhante após a primeira hora: "acho que ele não vai aparecer". Godzilla desfilou sua magnitude em grunhidos e golpes, lutas que resolveram toda a trama que os humanos lutaram impotentes durante a então mais de uma hora de drama.
Bases militares, casos familiares, bombas e discussões sobre guerra e paz: quem as quer? O que fãs de kaijus necessitam são de lutas entre montros que desafiam a lógica e no fundo nos enchem de medo e curiosidade. Habitariam as profundezas do mar do mundo real? Seriam baseados em antigas lendas? E estas lendas, por sua vez, seriam baseadas em relatos reais? 
Talvez devido a isto, seja impossível existir um filme de Godzilla ruim. O monstro chega, impressiona com os efeitos especiais perfeitamente aplicados na demonstração de força ante às ameaças, reestabelece a paz na Terra e desaparece no mar, nos deixando com a esperança de revê-lo: os poucos minutos de ação compensaram a espera do desenrolar da emperrada trama dos humanos. Godzilla se foi no final, e me deixou na esperança de um novo filme, com mais ação. E espero que, em uma sessão com público maior.   

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