quarta-feira, 30 de abril de 2014

Top 5 - A banana na cultura pop (essas vieram antes de Neymar e Luciano Huck)

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Após a polêmica campanha anti-preconceito lançada na redes sociais pelo jogador Neymar, inspirado na atitude de Daniel Alves em comer uma banana atirada contra si em pleno jogo, ato que foi em poucos dias transformado em estratégia mercadológica para impulsionar a venda de camisas de uma loja virtual de propriedade do apresentador Luciano Huck, a  banana, fruta tão brasileira e já alvo de piadas de duplo sentido com cunho sexual, tornou-se uma imagem objeto de massificação através das mídias sociais. Com montagens dos mais diversos memes e uso como adjetivo ou substantivo nas mais diferentes frases, piadas com bananas aos poucos se esgotam e com certeza virarão lugar comum, como há poucas semanas foi o bordão já substituído "sabe nada, inocente", de autoria do cantor (?) que muito em breve também poderá ser, ao exemplo de Walesca, considerado pensador contemporâneo, conhecido apenas pela alcunha de Cumpadre Washington. 
Entre as piadas recentes, percebi a ausência de alguns ícones do uso da fruta na cultura pop. Logo, surgiu a necessidade de um Top 5, com aqueles que foram os pioneiros na arte de memerizar a banana. Senão vejamos:

1- Carmen Miranda - A pioneira do banana way of life e cantora portuguesa que melhor representou o Brasil sempre carregava em seus arranjos de cabeça gigantes, belas e reluzentes bananas amarelas. Ou seja, since 1938, Yes, nós temos bananas.

 2- Bananinha - o ator Marcelo Beny dá vida ao personagem, integrante de Dedé e o Comando Maluco, que estreou no SBT em uma participação no programa "A Praça é Nossa", ganhando juntamente com o grupo de humoristas um programa próprio em 2005, em parceria com o estúdio de Beto Carreiro. Após o falecimento deste, o Comando, juntamente com Bananinha, retornam a Praça, onde continuam no ar. Representante de um humor puro e despretencioso, o bordão "qué nanâna?" dito de maneira infantil, tem o poder de provocar riso expontâneo em qualquer um.  


3- Ninja Banana - Ele não é necessariamente um personagem massificado pela mídia, mas a lembrança de sua única participação em um programa televisivo, causa ataques de riso em quem o assistiu. O Ninja Banana na verdade foi um dos vilões em uma adaptação no texto da dublagem de um filme já existente (Ninja Death 2), transformado em episódio do extinto programa Tela Class, de Hermes e Renato, da MTV. Impossível não relembrar da frase: "é das bananas que vêm o poder... banana ouro, prata, naniica... tudo quanto é tipo de banana". Se você nunca viu, vale a pena conferir.

4- Power Up banana no Mario Kart  - Ele era adorado por quem usava, e odiado para os que nele escorregavam... ainda mais se fosse atirado na última volta, justamente quando se estava em primeiro lugar na corrida! O power up casca de banana é um clássico na tortura ao jogar qualquer uma das versões do game Mario Kart... ao pensar em banana, com certeza é a primeira coisa que vem a cabeça de qualquer Nintendista!
5- Boneca Bananinha Coleção Moranguinho - objeto de desejo de muitas meninas que eram crianças nos anos 80, a boneca Bananinha da Estrela fazia parte da Coleção Moranguinho, e entre suas mais diversas formas, a mais comum era esta, de aproximadamente 15 cm, uma espécie de ítem colecionável (a família era grande: tinha a Cafezinho, Uvinha, Brigadeirinho, Laranjinha, etc). Entre as curiosidades, cada bonequinha tinha o mesmo cheiro da fruta (o da banana era meio imperceptível) e vinha acompanhada de um pente (que no caso desta era inútil, pois pentear estragaria os belos cabelos cacheados). 

Bônus: Banana ou Trollinho - Este gato foi criado pela autora do texto, e faz parte do "núcleo felino" dos personagens da "Turma do Gato Coió". Em suas primeiras aparições era chamado de Banana, talvez devido a cor e as listras laterais, mas primcipalmente pela sua personalidade, pois se pretendia um gato covarde, comilão e bonachão. A partir do desenvolvimento dos roteiros, ele tornou-se uma espécie de trolador do Gato Coió, com suas sugestões impertinentes enquanto o gato azul tentava detonar seus games. Logo, na hora do registro, optou-se por batizá-lo de Trollinho. Quase vira banana, heim, troll?


Inútil discursarmos sobre as questões éticas da campanha lançada e de seus reflexos nas redes sociais. Impossível também prever quais serão as próximas memerizações que compartilharemos na próxima semana, e o quanto absorver toda essa cultura relativamente inútil irá mudar o rumo da humanidade no futuro. Uma coisa é certa: já que é o povo que sempre leva a banana, o melhor é relembrar de momentos divertidos e sorrir, torcendo por dias melhores... que venha a próxima modinha!   

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