sexta-feira, 1 de março de 2013

Assisti - Detona Ralph

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Estava bem curiosa por esse filme, afinal, histórias baseadas em videogames me atraem (Gamemania que o diga!) e as aparições nos materiais de divulgação de personagens conhecidos dos gamers, como Zangief, Sonic e Koopa e etc (vide cartaz), geraram a motivação necessária para percorrer 450 km até o cinema mais próximo, exatamente na última exibição do Moviecom Castanheira (Belém).
Detona Ralph não decepciona os fãs dos joysticks, mas com certeza faz mais sentido para os que vivenciaram a evolução eletrônica desde a geração 8 bits, bem representada pelo jogo onde se passa a trama principal, que lembra muito o primeiro Donkey Kong, tanto em sua interface, quanto pelas características físicas da dupla mocinho (Felix lembra o Super Mario nas roupas e atitudes) e vilão (lembra DK com seu tamanho, força e fúria). Ralph nos confunde, com atos bons e ruins, drama psicológico já visto em Meu Malvado Favorito, mas diferente deste, o herói/vilão não perde sua essência em uma "redenção": busca a auto aceitação e o equilíbrio de sua personalidade, amparado por um Grupo de Auto Ajuda (adorei a ideia). 
Na minha opinião, a primeira parte prende mais a atenção dos meninos (pelo clima sombrio e violento do jogo de ação Missão de Herói) e a segunda a das meninas (pela fofice do mundo do "Sugar Rush"). As últimas, certamente se identificam com as mocinhas Vanellope e Calhoun, pela bravura e meiguice disfarçada em uma personalidade independente, como a maioria das gamer girls. Quem foi ao cinema apenas para ver o crossover entre diversas "celebridades virtuais" conhecidas, correu sério risco de se apaixonar pelos personagens e games do jogo (que deixavam os mais "maníacos" com vontade de jogar).
Interessante a conexão dos personagens entre os mundos isolados dos aparelhos de fliperama. Lembrou-me até um conceito Espírita, onde uma alma pode aproximar-se temporariamente de outros seres (ou habitar outros mundos) que necessitem de sua intervenção para a realização de uma tarefa, que não cumprida, pode causar "o fim daquela realidade".  
Mesmo com um "deslize" no final, um tanto meloso demais no apego entre Ralph e Vanellope, o filme inteiro diverte bastante. Não em piadas de explodir de rir, mas em uma doçura com pitadas de melancolia retrô, talvez trazendo de volta à memória não só os games mais queridos da infância, mas também os sentimentos inocentes de uma época especial, revivida através da moderna animação com a qualidade Disney.     

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