domingo, 12 de agosto de 2012

LUTO - Nino, o hamster

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Era 27 de janeiro de 2011 quando o Nino entrou na minha vida. Comprei ele em um shopping, meio que de impulso. Passei pela vitrine da pet shop e vi um monte de hamster sírios, pulantes e de cores diferentes. Encantada, pedi ao vendedor para levar um, no que, após uma breve explicação, ele coloca em minha mão um rato cinza miniatura. Protestei, porque queria aquela espécie maior e mais colorida, no que ele me explicou que aqueles eram muito agressivos, e como eu era novata, era melhor começar com um anão russo campbell...
Vencido o "preconceito de cor" inicial, comecei a conhecer melhor o meu novo amigo. E Nino (diminutivo de "menino") me surpreendida por sua simplicidade, seu carinho, sua alegria. Sabia ser manso e delicado comigo e meio bravo e arredio com estranhos; reconhecia a minha voz e me saudava correndo até a grade e colocando a mãozinha pra fora quando eu chegava em casa; "abraçava" meu dedo (como para me impedir de ir embora) quando estavamos brincando; pegava os milhos e amendoins que eu lhe oferecia e escondia na bochecha, e se eu oferecia outro, ele "cuspia" e segurava, como a dizer "ainda guardo aquele"...
Já tive em casa praticamente todos os tipos de animais de estimação e criação. E o que roubou o meu coração foi Nino, tão pequeno (era menor que a palma da minha mão) e tão inteligente. Ele apareceu na minha vida em um momento que eu estava me sentindo muito só, e me ensinou a ser menos egoísta, mais responsável, me preocupar com outro ser (que de certa forma dependia só de mim)... e o mais importante, ele me ensinou o amor incondicional, pois enquanto o mundo via nele um rato cinza (uma pessoa até o chamou de "asqueroso" uma vez), eu via um pequeno anjo cinza com uma listra nas costas (e gritava aos preconceituosos: "não é um rato, é um esquilo!"). 
Infelizmente, hoje de tarde um tumor levou o Nino de mim. Apareceu rápido, não sei se foi falta de atenção minha, ou se era pra ser assim. Sem veterinário especializado na cidade, e sem a possibilidade de eu viajar com ele de ônibus para a capital, vi a vida indo embora do corpo do meu amigo. Não consegui encarar o que sobrou de sua matéria inerte sem sentir culpa por não ter conseguido lhe devolver a saúde, por não ter retribuído a felicidade que ele me deu. Partiu, mas me deixou a maior lição de todas: não importa o tamanho e a espécie: toda vida é um aprendizado para a gente na Terra, é um caminho de luz e amor fundindo-se ao nosso e nos transformando em pessoas um pouco melhores. Obrigada por tudo Nino, descanse em paz.

PS: Pretendo comprar outro hamster em breve. E quem acompanha o blog, já leu algumas das postagens sobre roedores que escrevi, elas irão continuar.    

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