segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Bate Papo: Heder Osny lança The Book Zine

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O fanzineiro, blogueiro, tradutor e baixista paulistano Heder Osny lançou o http://www.thebookzine.blogspot.com/, uma versão digital de um fanzine de papel. (estilo de publicação independente). Apesar de polêmico entre os fanzineiros mais conservadores, o formato foi aprovado pelo público e teve mais de 500 acessos na primeira semana no ar. Conversando pelo MSN, Heder revela que "o blog na verdade é uma continuação do formato que (eu) fazia o zine antes, lá por volta de 2000 até 2002, mais ou menos. Nessa época eu fazia o zine em papel, mas por motivos vários (principalmente falta de tempo), acabei parando com ele. Aí corta para 2011, quando vejo que a Internet está em um ponto do desenvolvimento em que é possível manter uma publicação com um fluxo de atualização razoável, sem precisar de muito tempo livre e oferecendo mais recursos para o leitor do que apenas com o papel".
Para a estrutura do projeto, Heder monta entrevistas e resenhas de discos e de shows no formato de blog. E em um prazo de um mês ou dois, promete montar um compilado desse material, diagramar e deixar como um PDF no blog para download, impressão e distribuição por quem estiver interessado, o que é seu diferencial para os outros blogs, e a caracterização decisiva para a classificação como fanzine.
Quando perguntado sobre a média de cópias de seu antigo fanzine de papel, ele responde: "Hum... Acho que a média era em torno de uns 5 ou 10 por edição NO MÁXIMO... Eu acabei não conseguindo fazer uma divulgação tão boa, sabe... E como eu demorava pra me atualizar entre uma edição e outra... Acabou contribuindo contra".
O formato blog também exige atualizações constantes, o que para ele "isso acaba nem sendo um problema. Pelo contrário. É mais rápido fazer posts pequenos e com boa periodicidade (quase diária) do que escrever tópicos enormes e esperar um baita tempo entre uma edição e outra. Que era o que efetivamente acontecia com o papel, né? Chegava a ficar meses sem lançar uma edição nova, formações de bandas entrevistadas mudavam, shows interessantes ocorriam, tinha que mudar coisas às pressas... quando finalmente conseguia montar algo, já estava desatualizado. Da forma atual, não. Basicamente, assim que entro em contato com um álbum novo, ou volto de um show, ou confirmo uma banda, tenho material online. Então, a necessidade de rapidez me ajudou. Acho que o leitor que espera algo novo disponível rapidamente está preparado e disposto para esse algo novo vir em doses mais modestas".
Mas será, que com todo esse bate papo, chegamos a conclusão de que o futuro dos fanzines é a internet? Heder afirma: "O futuro, sim. Mas não um futuro que decrete a morte do papel. Do mesmo jeito que rola com jornais e revistas, o que deve acontecer é uma integração cada vez maior entre o papel e a net. Até pela questão "romântica" da coisa, as pessoas que realmente dão força para a existência dos fanzines não estão dispostas a deixar de lado essa parte da cultura underground. A gente gosta do papel nas mãos, de sentar no busão todo dolorido depois do show e ter algo para ler que te mantém no clima daquele momento mágico de som alto, movimentação, ideias livres, improvisação... Isso nem os PDFs conseguem resgatar por completo, oferecem apenas um paliativo. É como ter um vaso de flores na mesa do escritório: é bonitinho, mas você quer mesmo é caminhar pelo campo, aquilo que é a coisa para valer! Então, sim! A net é o futuro do fanzine de papel, no sentido que o cara que tem um zine deve mais montar um site ou blog e manter seus leitores atualizados de coisas que o papel não daria conta... Montar uma rádio virtual... Colocar álbuns de fotos... Gravar podcasts... Enfim, aproveitar os recursos que o papel não tem. E nunca esquecer que o papel tem um recurso único que nunca será imitado pela net: o componente emocional."
Bom, acesse e tire suas conclusões...

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